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Por que falar de educação financeira, hoje, no Brasil?

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No planeta Terra habitam 7,4 bilhões de pessoas que recebem, pagam, trocam, emprestam ou poupam os cerca de cinco trilhões de dólares que estão em circulação na economia. Ou seja, lidam cotidianamente com dinheiro. Mesmo tão presente no dia a dia, usá-lo de forma consciente e planejada permanece um mistério para muita gente.

Uma pesquisa feita com 150 mil pessoas em 140 países procurou medir o grau de educação financeira mundial. Os dados mostram que, no mundo todo, a cada três adultos, dois são considerados analfabetos financeiros. No Brasil, não é diferente. Apenas 35% dos adultos pesquisados responderam corretamente às questões propostas no estudo, colocando o país na 74º posição no ranking global.

Mas afinal, o que é educação financeira?

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Educação Financeira é “o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas”.

Traduzindo em miúdos: uma pessoa educada financeiramente é aquela que está preparada para fazer boas escolhas com o seu dinheiro e usar corretamente os produtos financeiros.

Origens e consequências da falta de aprendizado financeiro

Se o dinheiro está presente na vida de todos nós, dá para imaginar as consequências de não saber usá-lo corretamente. Um dos efeitos mais visíveis é a inadimplência. No Brasil, são 60 milhões de pessoas com contas em atraso, segundo dados do Serasa. É quase metade da população adulta do país!

O alto índice de inadimplência tem várias origens. As principais são a recente bancarização, com a inclusão de um grande número de pessoas no sistema financeiro, a expansão do crédito e o longo período de hiperinflação vivida pelo país, que deixou como saldo um comportamento imediatista, de ganhar hoje e correr para gastar antes que o dinheiro perdesse o valor.

Além do bolso, a falta de conhecimento, planejamento e organização financeira, afeta outros aspectos da vida das pessoas, independentemente da renda que elas têm:

Saúde: problemas financeiros podem gerar stress, depressão, ansiedade e outros distúrbios.

Trabalho: as preocupações com dinheiro reduzem a produtividade, provocam faltas e aumentam a incidência de fraudes internas.

Família: problemas financeiros podem causar conflitos nos relacionamentos e até divórcios.

Escola: muitos jovens deixam de estudar e preparar seu futuro por não conseguirem pagar as mensalidades.

Fonte: Meu Bolso Em Dia

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Consulte o Relatório Anual da Fusesc

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